O que os investidores podem esperar após a elevação da Selic?

30 de setembro de 2021 - Notícias

A Taxa Básica de Juros (Selic) passou de 5,25% para 6,25% ao ano. Esse foi o quinto reajuste consecutivo, decidido por unanimidade pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Em janeiro, a Selic estava em 2% e para a próxima reunião, marcada para o início de novembro, a previsão é de novo reajuste da mesma proporção, que deve levar a Selic para 7,25%.

Com a alta da taxa, a tendência é que os investidores migrem parte dos investimentos em renda variável para renda fixa acompanhando o momento atual. A renda fixa é a melhor opção neste momento, pois tem seus valores de rendimento previamente definidos enquanto a variável acompanha o “humor” do mercado.

Previsão para o mercado Imobiliário

É previsto que nos próximos meses a Selic continue apresentando aumentos para equilibro da economia, consolidando investimentos em rendimentos pós-fixados que continuarão sendo o caminho até que a economia dê sinais de queda na inflação e redução da taxa Selic. Apesar da alta taxa de juros, de acordo com o fundador da Sort Investimentos Renato Monteiro esse ainda é um bom momento para comprar imóveis.

Ele aponta que a taxa ainda está abaixo do histórico (de dois dígitos) e, mesmo assim, a Caixa Econômica Federal anunciou redução da taxa de juros para o financiamento imobiliário mantendo o ritmo na concessão de crédito. “Mesmo com as correções há outros fatores que servem de parâmetro para o andamento da construção civil como é o caso da intenção de compra que cresceu com a pandemia. As pessoas querem ter um imóvel para chamar de seu em períodos de instabilidade econômica, também buscam imóveis como forma de investimento para a proteção do patrimônio”, avalia.

Segundo Monteiro, não vale prever o mercado com base em apenas um indicador. É preciso estar atento a outros dados do mercado imobiliário, da economia em geral e bolsa de valores. “Estamos em um período cheio de oportunidades”, conclui.